

Dizem que as melhores coisas são as mais difíceis de se obter, no entanto por aqui a facilidade é o prato principal.
Não se vê Dominadores que lutam, de vê ser por isso que não dão valor às submissas.
È gostoso ser diferente, uma flor amarela no meio das vermelhas, mas dá um trabalho... pois as pessoas são mono, engessadas e escravas de suas palavras, não estão livres para inovar, perderam o gosto pela conquista, pela lapidação.
O que me deram gratuitamente até hoje?
Por que o melhor de nós deve ser doado e não conquistado?
Eu também procuro a flor amarela, mas ela não está tão nítida entre as vermelhas. Aliás eu já senti o seu perfume mas ela desapareceu com o vento... me trará ele uma outra?
Há dias que meu corpo treme pelo pensamento de tê-la por perto... mas quem sabe se há outra e onde estará?
Há noites que eu sonho com seu toque no meu rosto e os choques que sentia ... tantas sensações... tantas coisas que só foram planejadas...
Há momentos que eu sinto vontade de procurar em todo mundo até achá-la só pelo prazer de reviver.
Tenho saudade daquela tranqüilidade doce, despretensiosa, tão verdadeira quanto a alma que vive em mim.
Da sacada eu vejo a lua e a estrelinha brilhante... eu gostaria de brilhar novamente... duas flores amarelas no céu escuro da noite a brilhar...
Andei e agora estou perdida no meio do caminho, não posso voltar pois não há retorno, não posso prosseguir pois era a Lua que me orientava... balançando no vento... o perfume preenchendo os espaços... eu não te sinto, as flores vermelhas confundem meu olfato... me leve até lá vento...

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