the clock ticks life away...



Amo cordas azuis

25/10/2009

Morceguinha





Se você é um de nós, apague as luzes, puxe uma cadeira e sente-se. Se não é um de nós, não tenha medo das trevas… A ausência da escuridão é bem pior… Pode revelar coisas que você não gostará de ver..

Podemos começar com a ficção ou com o documentário. Mas por qualquer um que se comece, inveitavelmente vamos nos deparar com o outro.
*Jean-Luc Godard



Voltaire, escreveu uma longa entrada sobre vampiros no seu Dicionário Filosófico. Dessa obra faz parte a seguinte definição de vampiro:

“Estes vampiros eram corpos que saem das suas campas de noite para sugar o sangue dos vivos, nos seus pescoços ou estômagos, regressando depois aos seus cemitérios.

Rousseau escreveu também em uma carta ao Arcebispo de Paris: ‘Se alguma vez existiu no mundo uma história provada e digna de crédito, é a dos Vampiros. (…) Não falta nada: autos, certificados de homens notáveis, de cirurgiões, clérigos e juízes. A prova jurídica abarca tudo. Com tudo isto, quem acredita, pois, nos Vampiros?’.



Venha me beijar, meu doce vampiro
Oh, oh, na luz do luar
Ah, ah, venha sugar o calor
de dentro do meu sangue vermelhoTão vivo, tão eterno veneno
Que mata a sua sede

e me bebe quente como um licor
Brindando a morte e fazendo amorMeu doce vampiro, oh, oh, na luz do luar
Ah, ah, me acostumei com você

sempre reclamando da vida
Me ferindo, me curando a ferida
Mas nada disso importa,
vou abrir a porta prá você entrar
Beijar minha boca até me matarBeijar minha boca até me matar de amor

*Rita Lee

Amor, tu és um vampiro com
o qual eu sonho, ao qual espero
todas as noites… chegas
sorrateiro ao ultimo raio de Sol
que se escondeu, dando lugar
ao luar, sem importar se eh de lua cheia
ou não, envolto na negra capa
feita de noite sedosa e perfumada,
adentras meus aposentos e te acercas
de mim… teus braços envolvem minha
cintura, puxas para trás minha cabeça,
e sem uma palavra, segurando meus
cabelos, bebes como sedento o néctar
da minha boca em beijos longos e doces…
um frêmito me percorre ao receber na
minha, o roçar ardente da tua língua,
serpeando e dançando em torno dela,
como a buscar os meus sentidos,
as minhas emoções intensas ainda não
deflagradas por tuas caricias ousadas…
Mas quando me quedo em completa
entrega, vencida por tua sedução, coleando
como uma serpente em torno de ti, um
leve sorriso entre beijos e mordidinhas
me revela que isso te faz feliz, assim
como um vampiro que se satisfaz com
o prelúdio, antes do êxtase total, onde
ainda que reduzas as tuas energias,
no embate apaixonante, também te
sentes feliz e vitorioso ao ver tua
“vítima” completamente exangue…
Dessa forma, quero – te meu vampiro
sempre, aquele que me faz “vítima”
de êxtases infindos e profundos…
e dos quais apenas na manhã seguinte,
frente ao espelho, verei as marcas
desenhadas no pescoço e na pele…

poema extraído do site: bettyboopstar.com.br

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